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Agricultura, alimentação e sustentabilidade em debate na disciplina de Área de Projeto


Cerca de 120 alunos dirigem-se ordeiramente para o campo de futebol sintético, cada um carregando consigo uma cadeira. Junto à baliza, já os espera o Agrónomo Miguel Vieira Lopes, rodeado de grandes colunas e todo um sistema de som montado, para garantir que nada se perde. Durante a próxima hora e meia irá falar aos alunos de sustentabilidade, partindo das ideias que eles já trazem, dos seus conhecimentos e preconceitos, e incentivando-os, antes de mais, a "não acreditarem em nada do que lhes diz sem irem verificar".

Será que a agricultura é má para o planeta? Será que os "puns" das vacas causam o aquecimento global? Será que o montado alentejano é uma solução sustentável para a agricultura e a biodiversidade?

Não devemos ter medo das perguntas nem devemos aceitar passivamente o que nos é dito. Os temas da sustentabilidade, da alimentação e das alterações climáticas são demasiado importantes para que possamos passar por eles com pressa.

Com essa consciência, a Comissão Naturae propôs ao grupo de professores de Área de Projeto do 6.º ano o projeto "Alimenta-te", focado no duplo tema da alimentação e da sustentabilidade. A primeira parte do projeto tem estado a decorrer e consistiu na abordagem destes temas de forma literária, através de textos, poemas, letras de músicas, banda desenhada, reportagens ou entrevistas, com o objetivo de levar os alunos a começar a desenvolver competências de investigação, trabalhando simultaneamente a escrita.

A conferência sobre sustentabilidade com Miguel Vieira Lopes já nos lança para uma segunda fase mais concreta, em que os alunos vão aprofundar as questões da alimentação saudável e da agricultura local e da época. Por grupos, irão escolher três alimentos de cada tipo (ex. legumes, carnes, laticínios) e investigar como encontrar estes alimentos de forma sustentável em Portugal. Qual a marca de arroz mais sustentável no mercado? E sustentável em que medida? E qual a melhor época para a distribuição de certos vegetais em Portugal?

A riqueza da investigação por parte de todos os grupos promete ser imensa, e terá como fruto um livro de receitas feito em conjunto por todos e baseado nas épocas do ano.

No final da conferência de Miguel Vieira Lopes, ficaram claras muitas questões, das grandes vantagens da agricultura integrada, em que os animais nos ecossistemas servem como barreira contra incêndios ao mesmo tempo que adubam a terra e garantem a fertilidade do solo, aos três pilares da sustentabilidade: sociedade, lucro e planeta. Mais importante ainda, ficou claro que não há resposta óbvia para a sustentabilidade. As crenças de cada um influenciam o modo como vê as coisas e, mesmo que haja estudos que indicam uma determinada direção que nos confirma no caminho em que estamos, outros haverá que apontam numa direção contrária. O que é certo é que só informando-nos e pesquisando sem descanso poderemos ser parte da solução para os problemas ambientais, encontrando caminhos sustentáveis e com perspetiva de futuro. Segundo Miguel Vieira Lopes, o montado, com a toda a sua biodiversidade e as suas florestas de sobro e de azinho, é um deles. Mas, como ele diz, vão verificar!

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