
Por mais um ano, o nosso Colégio foi galardoado com a bandeira Eco-Escolas, que foi hasteada hoje, entre alunos e professores, para marcar o início de mais um ano de consciência e educação ambiental.
As palavras da coordenadora do projeto Eco-Escolas, a professora Isabel Martins, foram claras no apelo ao compromisso de cada um para uma verdadeira conversão nos hábitos de consumo:
«Como temas a abordar neste ano parecem-nos mais urgentes:
• em 1.º lugar o nosso estilo de consumo,
• em 2.º lugar o nosso desperdício,
• e por último tantas vezes a nossa falta de cuidado.
Cuidado com a natureza, com os outros, com Deus e comigo, como os campinácios nos ensinam.
Quando o computador avaria, ou até a torradeira,
Que bom seria não irem para a lixeira!
Podemos aprender a arranjar! É fundamental para diminuir o consumo e o desperdício!
E o mesmo com a roupa, que podemos aprender a alterar ou recuperar!
E quanto à comida que vai para o lixo?
A educação ambiental no nosso Colégio não pode ignorar o que o Papa Francisco nos disse na sua encíclica Laudato si sobre o cuidado com a casa comum.
Qual é a nossa relação com o mundo? Com as coisas que temos e com as que queremos ter? E em que medida é que são estas coisas que mandam em nós?
O 1º passo é tomarmos consciência.
Na perspetiva inaciana, amar a Deus em todas as coisas e amar todas as coisas em Deus é um princípio orientador da relação com a realidade, que põe cada coisa no seu devido lugar. Pôr Deus no centro e ordenar a vida e as relações a partir desse eixo estruturador, faz com que amemos a partir de Deus e com um Amor maior.
Mas tomar consciência, por si só, não basta.
Somos chamados a mais.
A agir.
É por isso que em janeiro, com a força do novo ano, vamos começar a concretizar o nosso plano de ação, juntos, em ecoconselho.
Em tempo de advento não resisto a lançar-vos um desafio: tomemos consciência do desperdício que causamos e façamos alguma coisa diferente. Por mais pequena que possa parecer. Porque somos convidados a tomar conta desta nossa casa comum em que vai nascer o Deus Menino.»